O brasiliense herdou muita coisa do carioca (algumas que poderia ter deixado lá, inclusive), mas, se tem uma coisa que Brasília bem que podia ter copiado da ex-capital do Brasil é o amor pelas casas de mate. Na cidade maravilhosa (?), cada esquina tem, obrigatoriamente, ao menos uma dessas lojinhas. Muitas delas funcionam como lanchonetes que aglutinam pedestres na correria e surfistas sedentos por um mate gelado, pão de queijo ou suco de caju. Foi em uma das minhas breves visitações ao Rio que peguei a mania de tomar mate gelado batido com leite em pó. O costume ficou tão arraigado em mim que, quando voltei à capital, a falta de umidade causou menos estranhamento que a ausência da bebidinha.
Bem, nós brasilienses não somos adeptos ao mate, mas isso não quer dizer que o expurgamos dessa terra vermelha. Que é difícil achar um bom mate gelado - é, que você vai ter que peregrinar um bocado para satisfazer esse desejo - vai, mas é possível. Nos dias mais áridos, faço questão de entrar em um ônibus na w3 e ir até essa filial da casa do Rei do Mate, onde peço minha bebidinha e perambulo pelo caótico Pátio Brasil como se as vitrines fossem bordas de mar.